Padre Cicero
Tela de Vilma Maciel
quinta-feira, 14 de maio de 2015
SILÊNCIO DA NOITE
A noite fica mais
intensa.
O tempo não passa
já não acho
graça.
O sono não vem
os olhos secam.
A chuva no telhado
entoa um canto
triste...
Na angustia do momento
só há lugar para o
sofrimento.
No deserto da calma
que fazer?
E nessa NOITE,
um poema triste
chora para
nascer.
não há lirismo, ritmo,
nem rima.
Pensamentos fugazes,
palavras
soltas
sonhadoras
por alguma coisa,
talvez...Que se chama
Amor.
A noite cheia de calma
só lembranças dentro
d"alma...
Vigilância mental aflita...
Que HORAS?
O relógio pára,
o ponteiro enguiça
ou é preguiça de funcionar.
SERÁ?
NÃO!
Tudo é ilusão,
o tempo passa...
Eu é que não passo
pelo tempo.
Estou parada na
SOLIDÃO.
Vilma Maciel
02 /03/2015
DESTINO ALADO
Eu gosto de me sentir
viva.
Coração palpitante
sonhar o sonho dos
amantes.
Eu sinto a vida passar
me agarro ao desejo de
amar.
Me jogo em delírios
mais soltos,
Volúpia revolta
em desejos proibidos
quase sempre inibidos
que me tolhem o gosto de
AMAR.
Eu vivo a vida ao Vento
como um cata-vento
ao sabor do luar.
Será?
Que existe um segredo,
ou é insensatez
este medo de amar
outra vez.
Não sei
qual a rixa do destino,
que me faz peregrino,
que me rouba o carinho
daqueles que quero
AMAR.
Vilma Maciel
02 /02/2015
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